Glockenwise

Varreram os tops nacionais com aquele que é o melhor disco da sua carreira e o primeiro totalmente cantado em português. Lançado ali nas portas do Natal de 2018, Plástico é o testemunho da maturidade dos Glockenwise, banda de Barcelos apostada em provar que há mais para ver e ouvir neste Portugal que existe fora dos grandes centros urbanos. Lírica pintada a ironia que reflecte sobre a espuma dos dias, as suas rotinas e normalidades, o universo sonoro que construíram equilibra a urgência do rock (esse espaço que tão bem trilharam nos três primeiros discos) com o desasombramento da modernidade, fazendo-nos acreditar que o futuro da música portuguesa passa, já hoje, por aqui.

Os Glockenwise são Nuno Rodrigues, Rafael Ferreira e Rui Fiúsa. Tinham 16 anos quando começaram pois, na altura, não havia nada melhor para fazer. Sem vocação para a cerâmica, herdaram o espírito da famosa “cena de Barcelos”, uma narrativa cool que tem o Milhões de Festa como epicentro e a boa vizinhança como política criativa na altura de arranjar sítios para ensaiar e instrumentos emprestados para começar a tocar. Qualquer coisa, Música. Canções. Discos. Subir a um palco e acabar de vez com o tédio. Depois de 3 álbuns, Bulding Waves (2011), Leeches (2013) e Heat (2015) -, os Glockenwise apostaram tudo em reinventar-se e ganharam. Ou melhor, ganhámos todos.

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